Pois, caros leitores (eles existem?), que longos invernos separam meus posts! Nao deixa de ser tragica a minha falta de criatividade. Postar baboseiras, afinal, nao e' de meu feitio - e espero que nunca se torne parte dele.
Se agora vos venho escrever, e' qu'algo tenho a contar. Em verdade, nada de muito revelador ou excitante. Nenhuma novidade punjante, nenhum grande sobressalto.
Mas sim a falta de [tudo isso].
Minha vida segue parametros. Todos os dias, saio de casa na mesma hora. Pego o mesmo onibus. Paro no mesmo local. Caminho a mesma distancia ate a mesma escola. Estudo as mesmas materias. Vejo as mesmas pessoas. Vivo as mesmas situaçoes. Vejo a mesma paisagem. A mesmice e' o mal dos seculos dos seculos. Sempre atormentou o homem, e para sempre o atormentara'. E assim vai ser, nos seculos dos seculos [sic]. Que hei de fazer? Que hei de ser?
Aa minha mente deveria eu domar. Deveria ensina-la os traquejos da sanidade. Mas para que ser sano se posso ser lapso-sensu? Minha mente sao vastos campos em que se conhece toda terra mas so' um pequenino pedaço esta' povoado. Antes conhecesse apenas a pequena vila. Antes soubesse apenas amar, viver, ser, saber, crescer - sem julgar. Por que a necessidade humana de diferenciar, de julgar seus momentos? Por que classificar? POR QUE? Se simplesmente pudessemos, livres, viver, felizes seriamos. Futuro do Preterito. Amem!
Por :: Giancarlo Zeni | quarta-feira, março 31, 2004 | ::