Me pergunto se fiz às pessoas que passaram pela minha vida todo o bem que poderia. Quanto deixei de fazer por indolência, preguiça, preconceito, presunção?
Deixei de alimentar o que teve fome, de dar água ao que tinha sede, de dar a mão ao que tinha que se levantar, de cobrir o que tinha frio, de confortar o que sofria, de orar ao que necessitava...
Quantas vezes não perdoei por orgulho e egoísmo?
Quantas vezes apontei os erros sem querer corrigí-los?
Quantas vezes...?
Deixei de crer, de ajudar, de aconselhar, de amenizar, de escutar, de falar...por puro egoísmo. Animalismo.
Deixei meu corpo predominar sobre meu Espírito.
Não quero que isso se repita novamente. Jamais.
Por :: Giancarlo Zeni | sábado, fevereiro 19, 2005 | ::
Pra onde estamos indo? Queria saber qual o destino da Humanidade. Sinceramente, gente que "interpreta" poema não merece destino algum!
Poesia não pode mais ter beleza só por ter. Professores de literatura escrancham poemas, desintegram versos, esquadrinham tudo, sempre à busca de significados "ocultos". Pobres autores...se remexem em suas tumbas.
Peço aos meus amigos: quando eu morrer, não deixem meus poemas ficarem famosos. Senão lá vão professores de literatura a tentar interpretar...Já imaginou? Num cursinho pré-vestibular lá em 2150, diz o professor:
" - Turma, o que o Giancarlo Zeni quis dizer nesse verso? 'Eu morro e renasço, de cima a baixo...'? Façam uma leitura profunda!"
Espero que haja um descendente meu nesta sala pra suplicar ao infeliz que respeite o ideário original. Como vão saber o que eu quis dizer no que escrevi? Como? Nem eu sei...e tampouco pretendo saber. É bonito porque é, já dizia Vinicius de Moraes.
Por :: Giancarlo Zeni | sábado, fevereiro 19, 2005 | ::